São Paulo e Paraná começam a fechar Escolas

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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou na segunda-feira (26) que 94 escolas serão fechadas por causa do processo de reorganização da rede estadual. O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) diz que a medida tem objetivo de segmentar as escolas em três grupos (anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio), conforme o ciclo escolar. A estimativa é que 311 mil alunos tenham de mudar de escola no ano que vem.

Este processo irá impactar diretamente também vários professores e funcionários escolares que poderão perder seus empregos e também as escolas que receberem o contingente de alunos oriundos das que serão fechadas com o aumento expressivo de rapazes e moças em sala de aula e no ambiente escolar como um todo.

A solução que o governo de São Paulo traz para economizar dinheiro é fechar escolas. É obvio que o mais alienado dos brasileiros sabe em sua consciência que esta não é, nem de longe, solução para combater a crise. Existem tantos outros setores públicos que os governantes podem parar de gastar, como por exemplo, os próprios salários e regalias.

Fechar escolas impacta diretamente na comunidade onde esta inserida e consequentemente aumenta em um grau preocupante o risco de evasão e lógico, jovens aliciados pelo crime. Quantos as escolas que irão aumentar em muito o número de alunos, a deficiência do ensino tende a aumentar e o controle tende a ser perdido. Já bem sabemos como temos problemas em nossas escolas públicas e essa reformulação que a secretaria de educação do estado de São Paulo coloca em processo tem uma forte tendência negativa quando a proposta é melhorar a educação.

Por incrível que pareça o Paraná vai seguir o mesmo modelo. O governador Beto Richa (PSDB) também divulgou esta semana pela sua Secretaria de Educação que irá reformular o sistema educacional fechando escolas. Este mesmo governado que bateu nos professores que estavam em greve no estado como se fossem um bando de marginais ou terroristas, lembra?!

Esta é a solução que estes governos encontraram, fechar as escolas. Ao invés de repensar a escola como um todo melhorando o processo educacional, diminuindo os alunos em sala para serem melhores atendidos e consequentemente melhorando as condições do professorado lecionar, preferem fechar escolas. Enquanto aceitarmos passivamente a corrupção que tira dinheiro público da Educação (e outras áreas) vinda dos estados e municípios e ficar achando que a culpa é de um partido apenas ou da União, seremos vítimas de um futuro esquecido.

Já tivemos um impacto negativo poucos meses atrás quando o Governo Federal tirou da pasta da Educação o Educador Renato Janine na reformulação dos ministérios para ceder a pressões políticas vindas da câmara e do congresso.

Espero sinceramente que este modelo tacanho de reorganização escolar não se espalhe pelo país. Fechar escolas é um crime, principalmente quando se tem várias outras alternativas para melhorar, reorganizar e dinamizar o Ensino público.

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