O respeito só pode ser ganhado se é dado

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As experiências que passamos em sala de aula são certamente únicas.  É lógico que se juntarmos um grupo de professores para partilhar estas experiências veremos que todos têm muito em comum em sua vivência de docente.

Alunos, são e serão sempre alunos, independente do curso, da idade, do horário,  da formação que eles tenham. Estar na posição de aluno é agir como tal, ou seja, veremos os preguiçosos,  os enrolador, os inteligentes, os interessados, os desinteressados, os destaques, os mornos. Estarão todos lá.

 No entanto todos estão na sala de aula por algum motivo, e este motivo é variado e ao mesmo tempo subjetivo. Vamos encontrar aqueles que estão lá obrigados por pais, mães,  responsáveis,  chefes, carreira, etc. Aqueles que estão porque ouviram que iria ser bom, os que realmente querem estar lá,  os que não querem mas precisam, os que buscam alguma coisa, mesmo que não seja o objetivo do curso ou formação ali proposta.

Por isso comecei este texto falando da experiência docente. Temos muitas no nosso cotidiano, mas todas elas, desde as mais simples e comuns, repetitivas, até as mais profundas são transformadoras. Eu tenho uma política de conduta que aprendi ao longo da minha carreira, que não existe pergunta “idiota” em uma sala de aula, nem mesmo aquelas que tem essa finalidade,  ou seja, de ser idiota para provocar o professor ou para fazer aquela gracinha para “encantar” os colegas.

Desta forma me tornei um especialista em transformar as perguntas sem nexo em material válido para o momento. Essa postura sempre me colocou em um patamar de respeito com os alunos que realmente me encanta. O respeito só pode ser ganhado se é dado. As outras formas sempre passam pelo medo e pela coerção. Ouvir os meus alunos e transformar suas expectativas em ao menos escuta tem sido suficiente para que ao longo destes 20 anos como professor eu tenha sido mais presente na formação deles. Me encanto quando encontro com aquele ou aquela que passou pelas salas de aula que lecionei, já homens ou mulheres feitos que me cumprimentam com o mesmo carinho e olhar de respeito e amizade que desenvolvemos quando juntos buscamos o conhecimento nos cursos da vida. E que melhor ainda, estão caminhando, buscando com dignidade seu lugar no mundo.

O saber é construído na experiência cotidiana embasada no respeito e na confiança. Assim construímos uma sociedade mais justa que tem que nascer a partir da formação das pessoas, da educação, da sala de aula.

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