Selfie pra quem te quero!!!

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O Selfie, foto tirada por você mesmo, com ou sem pessoas, para mostrar que você estava lá naquele lugar, naquela hora ou fazendo aquilo, naquela posição, com aquela cara, etc, etc, etc. tem sido o meio mais comum de comunicar pelas redes sociais com os outros, amigos ou não, familiares ou não. Uma espécie de ostentação de si mesmo para indicar aos outros que você é uma pessoa que “curte a vida a doidado” ou “que vale a pena ser lembrado” etc.

Como nos velhos tempos do descobrimento quando os portugueses trouxeram espelhos para os índios como “presentes” em troca da tranquilidade para explorar o novo território, hoje as pessoas andam por ai com seus novos “espelhinhos tecnológicos” adorando a sua imagem como se ali estivesse sua alma. Selfie gera lucro e gera individualismo também. É legal juntar a galera, esticar o pau de Selfie (novidade que surgiu no mercado em prol da grande usabilidade do selfie) e click,  foto tirada, postada na rede e eternizada pelo menos nos próximos três ou quatro minutos. Indiferente do momento, da ocasião,  da situação, lá estamos nos autofotografando para o mundo como celebridades do nós mesmos.

Velório,  queda de avião,  acidente de trânsito, aniversário,  churrasço,  tome selfie. Restaurante, escola, aeroporto, porto,  rua de casa, trabalho, selfie. Seja no quarto, no alto da montanha ou fazendo biquinnho em frente ao espelho o selfie faz parte da história que queremos contar para todo mundo, mesmo sabendo lá no fundo do nosso coração que ninguém verá e se ver não fará diferença.  Queremos cliques de curtir ao invés do momento da foto. E com a rapidez da tecnologia associada a quantidade de dados que trafega na Internet, este selfie que postamos agora se perderá no próximos minutos e com a mesma rapidez vamos também perdendo a alegria e o contexto real do encontro.

Descobri que era melhor quando tirávamos fotos para guardar nos álbuns e mostrar para recordar quando era importante ou para aquelas pessoas que realmente importava ver. Não sou saudosista, amo tecnologia, e faço meus selfie por aí também,  mas estou aprendendo a valorizar o momento e não apenas a situação.  Convido você leitor a experimentar tirar o selfie, mas não deixar se perder com ele a doçura do encontro, da amizade e do respeito ao outro.