O Professor e o Futuro




Antigamente a classe de professores era vista como sendo uma da melhores em qualquer lugar do mundo. O professor era considerado um cidadão de respeito, pois detinha o conhecimento e a arte de passá-lo adiante. Neste período nossa profissão era valorizada e o professor tinha acesso fácil a qualquer lugar ou elite da sociedade. Quando os visionários professores deste contexto começaram a educar também os pobres algo aconteceu e aquele profissional que antes era reconhecido passou a ser subversivo aos olhos dos poderosos e viu sua tarefa tão sublime começar a declinar. Escolher ser professor era uma escolha “burra” onde advogados e médicos tinham privilégios de autoridades.

Mas ao mesmo tempo, alguma coisa também acontecia, pois aos olhos dos menos favorecidos os professores, que antes eram exclusividade dos ricos, passaram a serem vistos com admiração e respeito. Houve um tempo em que o professor era consultado até mesmo em problemas pessoais porque se acreditava que ele tinha sabedoria suficiente para ajudar.

Os anos passaram, o descrédito aumentou e a carreira de professor tem se tornado cada dia menos favorável aqueles que a pretendem seguir, e essa pretensão também caiu bastante, pois são poucos hoje em dia que querem ser professores. Até mesmo a admiração antes tão observada nos menos desfavorecidos foi derrubada por uma educação teórica de má qualidade que insiste em nos empurrar para um submundo temido de bullying e violência.

Como senão bastasse, o mundo esta cada vez mais tecnológico e estes avanços estão cada vez mais presentes no cotidiano escolar; os professores estão tendo mais um desafio para vencer além de todas as intempéries que vivem no trabalho. Tudo isso contribui para uma dúvida cruel sobre o futuro da profissão: o que será de nós? Desvalorização, falta de incentivo, dificuldades tecnológicas, falta de respeito. Uma incerteza que nos amedronta, pois um país sem professores estará sujeito ao desencanto e a escravidão.

Todavia, temos força, temos tempo e dom. O professor ainda é, apesar de tudo, modelo e exemplo para as pessoas, mesmo aquelas que insistem em dizer que somos coitados ou mal amados, etc. Ser professor nada mais é do que dom, carisma. Talvez esteja ai a nossa fonte de água viva para buscarmos força e conquistar um novo lugar, uma nova perspectiva onde a educação seja fundamento primeiro e o professor coluna fundamental.