A postura dos educadores nas redes sociais

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Facebook, Twitter, Google+, Pinterest, Tumblr e a agora a Microsoft lança o So.cl. Definitivamente as redes sociais fazem cada vez mais, parte de nossas vidas e sociedade e, no entanto ainda não sabemos como lidar com essa nova forma de se comunicar. Cresce a cada dia a influência que essas redes sociais tem no nosso comportamento e a quantidade de tempo que elas tomam das nossas horas.

É neste contexto de inovação e descoberta que a educação está inserida. O professor e o aluno têm novas possibilidades de se comunicar e de interagir mesmo longe das salas de aula. Porém o que preocupa neste sentido é a postura dos educadores ao utilizarem estas ferramentas. Muitos professores não se preocupam em se proteger e nem se dão conta que não são avatares que podem ter uma postura virtual e outra na vida real, sem medir as consequências dos fatos, fotos e textos que ele vai colocando na sua rede social preferida.

O professor ainda é (por incrível que pareça isso) um exemplo para o aluno, mesmo nestes dias em que vivemos uma educação tão conturbada. Desta forma é necessário ser exemplo também nas redes sociais. É claro que o professor pode brincar, postar coisas engraçadas, mas jamais perder o controle daquilo que é colocado no mundo virtual, pois isso influencia diretamente no cotidiano do seu trabalho.

Vemos muitos casos de professores que perdem a medida e são flagrados em atitudes que desmerecem a sua pessoa e também a sua profissão. E por falar nisso, a profissão de professor é uma das únicas que não se desvincula da pessoa, você que é professor, não deixa de ser depois que sai da escola, continua sendo em casa, no supermercado, na rua, nas redes sociais. Sempre a sua imagem estará vinculada ao ato de educar. Os seus alunos e todos aqueles que sabem da sua profissão, vão sempre te apontar com aquela frase: “olha lá o meu professor”, ou “olha a professora do meu filho” e assim por diante. E dessa mesma forma também irão dizer: “viu o que o meu professor/professora postou no facebook?”

Assim a postura do professor deve se manter em um nível de respeito para gerar a confiança devida para o seus alunos. Em um mundo onde a escola perdeu o seu contexto e em muitos casos o rumo, não podemos de forma alguma, enquanto educadores, contribuir para que se perca também a pouca crença que ainda resta.

É compreensível, apesar de tudo, que não saibamos lidar com a força que tem as redes sociais, visto que tudo isso é muito novo e causa uma sensação de desconhecimento, mas ao mesmo tempo temos também visto que muitas pessoas acabam “pulando” de cabeça como crianças que fazem jus ao ditado que diz: “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.” Vivemos uma mudança de época, uma reformulação forçada de paradigmas que estão caindo por terra quando se trata de tecnologia. Um novo mundo começa a emergir, cheio de novas preocupações e de medos antigos reformulados. Sustentabilidade, humanismo, relativismo, relacionamento e tantos outros temas nos colocam em confronto e contraponto com as nossas velhas convicções.

O educador do futuro tem como meta ser agora, já, um novo homem e uma nova mulher que sabe usar as ferramentas que a tecnologia apresenta ao menos de maneira ética, educacional e consciente. Não há necessidade de o professor ser um expert em computação, mas ele precisa buscar formas de saber como lidar com tanta informação de maneira educacional e dinâmica para que suas aulas não se tornem obsoletas, ultrapassadas aos olhos dos alunos que já estão inseridos neste mundo de tecnologia.

Se portar bem nas redes sociais é um bom começo para quem quer usar a educação como arma para mudar o mundo. O professor/professora tem uma missão quase impossível pela frente: guiar os alunos neste mundo ainda obscuro das redes sociais e da tecnologia. O desafio esta posto. Vamos trabalhar.

 

 

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