Internetês e a língua portuguesa.

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O que falar da nova alfabetização? A nossa língua portuguesa é belíssima e riquíssima. As vezes rica até demais e percebemos que os alunos não estão muito empolgados em usar a chamada norma culta da língua para poder falar e escrever. Novas formas como o internetês tem se tornado frequentes nos textos postados pelos adolescentes (e adultos) nas redes sociais e migrado para documentos importantes do dia-a-dia como redações escolares ou relatórios de trabalho. Segundo o Wikipédia: Internetês é um neologismo (de: Internet + sufixo ês) que designa a linguagem utilizada no meio virtual, em que “as palavras foram abreviadas até o ponto de se transformarem em uma única expressão, duas ou no máximo cinco letras”, onde há “um desmoronamento da pontuação e da acentuação”, pelo uso da fonética em detrimento da etimologia, com uso restrito de caracteres e desrespeito às normas gramaticais.

Vemos que o internetês assassina a língua portuguesa mas de contra partida, cria uma nova forma de comunicação que tem nuances de futuro. Traços de uma nova escrita visto que a pronúncia das palavras não mudam. Você se torna “vc” na hora de escrever, não é “naum”, também se reprime a “tb” e tantos outros exemplos mostram que a rapidez da tecnologia e sua resposta provoca uma revolução linguística gramatical que pode ser o início de uma nova era na maneira de escrever. Muito simbolismo também vem se associar a essa “nova” forma de usar as palavras. Exemplo: para dizer que está feliz basta J uma carinha, para sorrir de algo kkkk ou rsrs, para agrupar ideias e assuntos #hastags. E daí por diante.

Mas até que ponto isso pode ser prejudicial para as pessoas e para a nossa língua? Até que ponto os jovens sabem diferenciar a linguagem coloquial desta roupagem abreviada do idioma?

Alguns estudiosos do assunto debatem se o que vemos é ruim ou não. De um lado existem aqueles que apostam que o as pessoas ficam mais “burras” ao usarem a internet visto que a quantidade de informação massifica a capacidade de raciocínio da pessoa. Por outro lado, existem aqueles que apostam que a internet tem um efeito contrário, fazendo com que o cérebro trabalhe de maneira mais descentralizada se capacitando para filtrar assuntos e melhorar com isso o raciocínio. Não sabemos ainda quem está correto. Apenas sabemos que a web afeta e interfere na mente das pessoas de maneiras diversas; em alguns para melhor, em outros sem impacto expressivo e em tantos outros de modo ruim.

O internetês pode vir a ser uma forma de comunicação bastante usual no futuro, usada por todos ou pode continuar no gueto da www como um improviso ao modo comum de escrever. Não sabemos ao certo. Por agora é necessário saber que cabe aos educadores direcionar os jovens que utilizam desta linguagem nas redes sociais, para que possam saber filtrar e não confundir com a normalidade da língua. Uma coisa é você escrever um e-mail ou uma mensagem para o seu amigo, outra coisa é escrever para o seu chefe. É necessário saber usar as duas formas de maneira coerente com o nosso dia-a-dia, profissional e pessoal, senão estamos fadados a romper com as vantagens que ambas, a internetês e a norma gramatical, trazem. Pense nisso!

 

 

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