Vai cair na prova! E agora?

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Sempre que vamos chegando nas semanas de provas nas escolas é a mesma história, alunos estressados, temerosos, preocupados e cansados. O fato de fazer prova provoca nos educandos uma ansiedade que ultrapassa por vezes, os limites da angustia. Muitos alunos de tão preocupados que ficam acabam se sentindo mal, deixam de comer, às vezes desmaiam pelos corredores, tem ânsias de vomito etc, etc, etc.

Obvio que não são todos, existem aqueles que tanto faz se a água está correndo para cima ou se para baixo. Estudam pouco, levam no “mais ou menos”, empurram com a barriga e na hora da prova, desastre total. Alguns não ligam, não se estressam e por incrível que pareça saem bem, por vezes até melhores do que aqueles que quase morrem de ansiedade antes de estar diante da tão famigerada prova. Quando vem o vestibular, eleva-se tudo isso a potência.

Na verdade o que temos que pensar é que as provas não são o fim ultimo, apesar de parecerem por estarem carregadas do peso das notas para passar de ano, avançar na série ou finalizar o processo. Fazer provas nem sempre avalia corretamente a capacidade dos educandos, em muitos casos fomenta apenas a “cola” e deturpa o relacionamento escola/aluno; por isso considero este método de avaliação falido já a décadas. Temos que pensar em novas formas de avaliar o conhecimento sem causar o medo e a desestruturação dos nossos alunos. Este sistema ainda é oriundo dos métodos de produção ao qual nossos avós e pais cresceram, onde a mentalidade era formar para o mercado de trabalho, especificamente para o trabalho nas fábricas.

O mercado mudou, o sistema mudou mas continuamos avaliando a meninada do mesmo jeito. Esperando que eles se saiam bem naquele momento de prova que concatena todo o conhecimento do bimestre, semestre ou ano em poucas questões. Costumo dizer para os meus alunos que prova é uma bobagem que colocaram na cabeça deles, pois o que importa realmente é o que ele aprendeu para valer durante aquele período de estudo. Você pode fazer uma prova de física quântica e até acertar algumas questões se estudar uma hora antes, mas isso não quer dizer que você sabe física quântica. Saber é diferente de decorebas. Aprender é diferente de tirar nota boa em prova. Muitos fatores estão em volta e alicerçam o caminho que vai do ensino a aprendizagem.

A Escola ainda vive no século XIX e utiliza os mesmos métodos de avaliação deste período. Repensar a forma como avaliamos o conhecimento e o saber dos nossos alunos é de extrema importância para formarmos profissionais melhores. Currículos flexíveis, avaliações mais inteligentes que caminhem concomitante com os períodos de aprendizado, melhora nas didáticas e mais liberdade para que os alunos construam juntos com os professores os processos em sala de aula, podem ser o norte para vermos e fazermos a Escola do futuro.

 

 

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